Novas pesquisas sobre a COVID-19: universidades e organizações de pesquisa mostraram-se altamente ativas no patenteamento de vacinas nos primeiros meses da pandemia; depositantes na China e nos E.U.A. lideraram na inovação relativa às vacinas e às terapêuticas
Geneva,
10 de Março de 2022
As universidades e as organizações de pesquisa depositaram quase o mesmo número de pedidos de patentes de vacinas contra a COVID-19 que as empresas, durante os primeiros meses da pandemia mundial, sendo os inovadores na China e nos E.U.A. aqueles que mais patentearam novas tecnologias de vacina e terapêutica para a COVID-19, segundo um relatório da OMPI sobre as tendências na inovação na era da pandemia[1], publicado hoje.
O "Relatório sobre o Panorama das Patentes: Vacinas e Terapêuticas Relacionadas com a COVID-19" conclui também que o maior número de depósitos de patentes relativos à COVID-19 envolveram tecnologias de vacina convencionais e medicamentos reposicionados, seguidos de tecnologias de vacina mais inovadoras, como a tecnologia mRNA. O relatório faz parte do pacote de medidas da OMPI de apoio ao combate à pandemia e é a primeira publicação do gênero a identificar e analisar as atividades de patenteamento relacionado com a COVID-19.
Este relatório aponta que a pandemia desencadeou uma mobilização sem precedentes por parte da comunidade científica mundial e elucida o papel de complementaridade e reforço desempenhado por empresas, start-ups, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de terapêuticas para a COVID-19.
Daren Tang, Diretor Geral da OMPI
"Este relatório ressalta o fato de que a colaboração – entre organizações, agências, setores e países – é essencial para que realizemos avanços significativos no enfrentamento dos desafios mundiais à nossa frente”, disse Daren Tang, que, no lançamento do relatório, estava acompanhado do Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde Tedros Adhanom Ghebreyesus e da Diretora Geral da Organização Mundial do Comércio Ngozi Okonjo-Iweala.
Algumas das principais conclusões do relatório
- Nos primeiros 21 meses da pandemia, foram depositados cerca de 5.300 pedidos de patentes relacionados com a COVID-19, em 49 institutos de patentes.
- Entre os pedidos depositados, cerca de 1.500 referiam-se a terapêuticas e mais de 400 referiam-se a vacinas.
- No caso dos depósitos referentes a vacinas, as universidades e as organizações públicas de pesquisa foram responsáveis por 44% do total, contra 49% por parte das empresas. Para fins de comparação, as universidades e as organizações públicas de pesquisa foram responsáveis por apenas 8% de todos os pedidos internacionais de patentes depositados na OMPI em 2021.
- Os 10 locais onde mais se depositaram pedidos de patentes para vacinas foram China, E.U.A., Federação da Rússia, Reino Unido, República da Coreia, Alemanha, Índia, Áustria, Suíça e Austrália.
- China, E.U.A. e Índia foram os primeiros países de origem em matéria de terapêutica. Índia e República da Coreia registraram maior atividade nos depósitos de patentes para terapêuticas do que para vacinas.
- Os dados iniciais provenientes dos institutos de patentes de maior atividade revelaram concessões comparativamente rápidas para pedidos de patentes relacionados com a COVID-19; os inovadores utilizaram procedimentos acelerados gerais ou medidas específicas à COVID-19 implementadas para levar rapidamente novos produtos até o público. Em comparação, tais pedidos foram processados mais rapidamente do que os pedidos de patente nas áreas de química e de biociência no mesmo período (de janeiro de 2020 até setembro de 2021)
- O relatório também destaca a forma como as organizações de pesquisa e as universidades trabalharam em conjunto com a indústria privada para acelerar o desenvolvimento de vacinas e de terapêuticas para a COVID-19, capazes de salvar vidas, e confirma que a inovação e o desenvolvimento de vacinas em ritmo acelerado, durante a pandemia, foi possível graças a pesquisas de ponta e a avanços tecnológicos realizados antes da pandemia.
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